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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Candidato barrado foi o mais votado para prefeito em mais de 140 cidades

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Em todo o país, 145 candidatos mais votados para prefeito ainda não sabem se assumirão os cargos no dia 1º de janeiro. Com a registros indeferidos, eles concorreram graças a recursos apresentados à Justiça eleitoral e aguardam julgamento. Só então o resultado final nessas cidades será conhecido.

Até esta quinta-feira (6), apenas cinco desses processos chegaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – instância final. A grande maioria ainda está na esfera dos tribunais regionais eleitorais, mas também deve chegar ao tribunal superior.

São Paulo e Minas Gerais são os estados com o maior número de candidatos mais votados a prefeito com registro indeferido, cada um com 24. Em seguida vem o Paraná, com 17 candidatos nessa situação, Bahia, com 12, e Rio de Janeiro, com dez candidatos. As razões para as indefinições vão desde a Lei da Ficha Limpa, que ameaçava mais de 1.600 candidatos, como mostrou o Congresso em Foco, a outros indícios de irregularidades no registro.

Foto: Nelson Filho/TSE
A data final para o julgamento dos recursos é 19 de dezembro. Para adiantar o processo, o TSE vai priorizar o julgamento das apelações cuja análise tenha impacto no resultado das eleições.

A judicialização das eleições foi comentada pelo próprio presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes. “É um quadro que indica provisoriedade das eleições”, avaliou. Para o ministro, o quadro de insegurança jurídica das eleições tem relação direta com a diminuição do prazo de registro e campanha, que era de 90 e caiu para 45 dias. “Vamos examinar o quadro e propor mudanças para as próximas eleições”, afirmou.

Nota do Blog - No Rio Grande do Norte, segundo levantamento do Congresso em Foco, existem quatro municípios com candidatos com problemas jurídicos que podem impedir que cumpram o mandato:

- Antonio Martins - Jorge Vinicius de Oliveira Fernandes (PSD)
- Brejinho - João Batista Gomes Gonçalves (PMDB)
- Guamaré - Hélio Filho (PMDB)
- Ielmo Marinho - Cássio Cavalcante de Castro (PMDB).