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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Por que o Governo não se pronuncia sobre os embates com servidores?

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Na semana passada os sprays de pimenta e grades que foram instaladas na Secretaria Estadual de Planejamento logo no início da ocupação dos trabalhadores da saúde e professores da UERN enfatizaram para a sociedade a relação de conflito entre os servidores estaduais e o governo Robinson Faria.

A expulsão dos mesmos servidores na última sexta-feira (24) com uso da força policial e gás lacrimogêneo, e a prisão de dois servidores da saúde, dirigentes do SINDSAUDE, nesta segunda-feira (27), em manifestação em frente à sede do DETRAN/RN, gerou imagens fortes dos trabalhadores sendo arrastados e feridos sob as ordens, em última instância, do governador.

Por mais que tenha tentado suprimir o movimento grevista negociando com a Polícia Militar, que ameaçou aquartelamento, e com o Detran - sem sucesso, Robinson Faria não tem conseguido lidar com a situação de tensão e desgaste que surgiu com a movimentação grevista das categorias.

(Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)
Mas apesar de todo o desgaste nas redes sociais e de estar sendo bombardeado por notas de repúdio de diversas entidades, não emitiu qualquer pronunciamento sobre os incidentes.

A situação pode ser delicada: os servidores estão com a vantagem de obter a visibilidade - que o governador não queria - através dos atos de repressão. A população se volta contra Robinson, que não tem conseguido cumprir os deveres com os servidores, de garantir o básico que são salários em dia, nem com a população em geral, principalmente no quesito segurança.

O cenário é de mais crescimento ainda do desgaste frente à opinião pública, mas até agora o governador prefere ficar silente. E as dúvidas do porquê desse silêncio começam a levantar debates nas rodas de discussão política.

Três motivos dividem as opiniões: seria por mero descaso com a desesperadora situação dos servidores; por simples falta de habilidade e confiança da equipe de comunicação que leva a essa estratégia de omissão; ou, ainda, por truculência mesmo.