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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Por que a falta de representatividade feminina na equipe de Bolsonaro pode prejudicar conquistas das mulheres?

Uma equipe de transição com 27 nomes e nenhuma mulher. O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) definiu os nomes que vão fazer o trabalho de áreas diversas, mas nenhuma profissional para trabalhar à frente das diversas áreas governamentais.

(Foto: Carta Capital)
Além da equipe de transição, até agora, dos ministros indicados pelo presidente eleito, não aparece nenhuma mulher: o economista Paulo Guedes para a economia; o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para a chefia da Casa-Civil; o general da reserva Augusto Heleno para o Ministério da Defesa; o astronauta Marcos Pontes na Ciência e Tecnologia; e o juiz Sérgio Moro para a Justiça.

Numa sociedade em que 51,5% da população é de mulher, segundo o IBGE, a representatividade feminina deveria ser equivalente nas escolhas que fazem a gestão pública.

A participação de mulheres em equipes de governo permite a ocupação de um espaço subtraído historicamente e proporciona que suas vozes sejam ativas na busca e realização de direitos e mais lugares na sociedade como um todo.

Bolsonaro, que teve rejeição de 50% entre as mulheres no segundo turno, de acordo com as pesquisas, pode, com isso, ratificar o discurso dos movimentos que se formaram contra ele, o acusando de misoginia e machismo.

Por outro lado, existem outros 50% de mulheres que acreditaram no projeto do capitão reformado. Ainda há tempo do presidente eleito negar os argumentos que pesam contra ele.

  

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