quinta-feira, 12 de março de 2026

Nominatas: PL sai na frente; federação de esquerda avança e União Progressista enfrenta dificuldades

Lista de pré-candidatos à deputado federal é corrida contra o tempo em prazo de janela partidária e filiações dos pretensos candidatos 

Por Carol Ribeiro | Diário do RN

A menos de um mês do fim da janela partidária, prazo que se encerra em 4 de abril, os partidos intensificam articulações para fechar as nominatas que disputarão as oito cadeiras do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. 

Das maiores chapas, até o momento, três movimentos se destacam no cenário potiguar: a nominata já fechada do Partido Liberal (PL), a composição quase concluída da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) e a dificuldade de organização da federação União Progressista (União Brasil e PP), que enfrenta perda de nomes e incertezas internas.

O PL foi o primeiro partido a apresentar uma nominata completa para disputar a Câmara Federal no Rio Grande do Norte. A lista, divulgada nesta semana, reúne nove nomes e tem como meta eleger quatro deputados federais, metade da bancada potiguar em Brasília.

Entre os confirmados estão os atuais deputados federais Sargento Gonçalves, General Girão e Carla Dickson, além de lideranças com atuação em diferentes regiões do Estado. Também integram a nominata a secretária municipal de Trabalho e Assistência Social de Natal e vereadora licenciada Nina Souza, o coronel Brilhante, o ex-prefeito de Caraúbas Juninho Alves, a ex-candidata à Prefeitura de São Gonçalo do Amarante Gabriela Trajano, a ex-reitora da Ufersa Ludmila Oliveira e o vereador de Assú Pedro Filho, ligado ao segmento evangélico.

O partido aposta na soma do capital eleitoral de nomes que já demonstraram força nas urnas com candidatos que possuem capilaridade regional. 

Federação Brasil da Esperança organiza chapa competitiva

No campo oposto ao PL, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, também avança na organização da nominata para deputado federal. Entre os nomes já colocados como pré-candidatos estão os atuais deputados Natália Bonavides e Fernando Mineiro, ambos do PT. A chapa também reúne a vereadora de Mossoró Marleide Cunha, a vereadora de Natal e presidente estadual do PT Samanda Alves, o ex-prefeito de Currais Novos, Odon Júnior, o secretário estadual de Agricultura Familiar ,Alexandre Lima, o deputado estadual Doutor Bernardo, pelo PV, e a vereadora natalense Thabatta Pimenta, também pelo PV.

A definição do nono integrante da nominata ainda depende de negociação. A vaga pode ficar com a vereadora de Natal Brisa Bracchi, do PT, ou com o ex-deputado federal Rafael Motta, que vem conversando com o PCdoB sobre uma possível filiação para compor a chapa.

União Progressista enfrenta dificuldade para fechar chapa

Já a federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, vive um cenário de incerteza. Até o momento, três nomes permanecem como pré-candidatos: o deputado João Maia, do PP, e os deputados Benes Leocádio e Robinson Faria, do União Brasil. Nas eleições de 2022, os três registraram votações expressivas: João Maia recebeu 104.254 votos, Benes Leocádio obteve 100.693 votos e Robinson Faria conquistou 93.319 votos.

Mesmo com esse capital eleitoral, a formação da nominata enfrenta obstáculos. A dificuldade de atrair novos candidatos e de cumprir a cota mínima de candidaturas femininas tem gerado preocupação entre os integrantes da federação.

Além disso, o ex-deputado Kelps Lima, que era cotado para integrar a nominata, já comunicou ao grupo que mudou de planos. Nesta quarta-feira (11), ele esteve em Brasília em reuniões com dirigentes partidários e publicou nas redes sociais uma foto ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos. A movimentação reforça a possibilidade de Kelps migrar para o Republicanos, legenda que vem sendo articulada no Estado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, dentro de um novo arranjo político no campo da direita.

Diante da dificuldade para completar a chapa e garantir competitividade no sistema proporcional, os próprios da federação União Progressista já avaliam a possibilidade de buscar outras legendas que ofereçam melhores condições de eleição. 

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