quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Blog dá uma pausa

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Desde o começo da semana o Blog Carol Ribeiro entra em recesso e dá uma pausa temporária para descanso. A editora está de férias por 10 dias.

O retorno acontece no próximo dia 17 de dezembro, com as habituais análises, bastidores da política e amenidades de Mossoró e do RN. 

Até! 

sábado, 1 de dezembro de 2018

O lugar da Saúde Mental na Escola

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(Ilustração: Renan Alves|)
Por Eveline Ribeiro
Para falar sobre saúde mental nesse espaço é necessário aceitar o desafio de dizer em poucas palavras considerações sobre um tema interminável. Tanto vasto, quanto importante, questões relacionadas à saúde mental tem se tornado corriqueiras em nossas rotinas.

Procuro saber porque ainda parece tão difícil falar sobre saúde mental? Penso que a associação automática com “doença mental” e, consequentemente seus estigmas, seja um bom caminho para entender nosso comportamento resguardado sobre o assunto.

Mas, é importante lembrar que nas últimas décadas tivemos um grande acontecimento: a evolução do paradigma da saúde mental, que extrapolou conceitos puramente biológicos, e passou a considerar que os sintomas são fenômenos resultantes da interação complexa entre fatores genéticos, biológicos, psicológicos, sociais e culturais.
  
Então, faz-se válido trazer o entendimento de que a nossa saúde mental está relacionada ao modo como vivemos. O que temos visto é um crescente aumento de impossibilidades sociais e profissionais por causa de problemas com nossa saúde mental. Então, podemos compreender que, mesmo em tempos de sofisticadas pesquisas e diversidade de psicofármacos, somente as pílulas não dão conta dessa demanda.

É chegado o momento de compreender que, para termos mais saúde caberá a cada um de nós aprender meios de transformar nossos modos de vida, nossas relações, nossas percepções, nossos estados de consciência e nossas condutas.

Já que estamos falando de aprendizado, parece apropriado que escola se envolva e se disponha a desenvolver estratégias para o aprendizado socioemocional. Trata-se de uma necessidade apontada também na rotina da nossa Escola nos últimos anos, quando foi observada uma evidente ampliação de situações envolvendo problemas e transtornos mentais. Essa informação coincide com dados epidemiológicos brasileiros que alertam para o fato do aumento percentual de quase 20% de alunos matriculados nas escolas que apresentam algum tipo de dificuldade que justifique o atendimento especializado na área de saúde mental. Além da alta prevalência, o impacto dessas dificuldades na vida do indivíduo é considerado o mais prejudicial entre todos os problemas médicos na população dos 10 aos 24 anos.

O lugar da saúde mental na escola é reforçado pela literatura especializada que traz esse espaço como sendo privilegiado para implementação de estratégias de promoção e prevenção em saúde mental para crianças e adolescentes. Certamente pelo fato da escola concentrar em um único ambiente a maior parte da população nessa faixa etária, por um longo período do dia, desde a primeira infância, podendo desenvolver um trabalho sistematizado e contínuo.

Além de poder sanar inseguranças e distorções comuns quando há falta de informações confiáveis e orientações especializadas, a escola pode também oferecer diversos espaços integrados de proteção ligados à saúde mental.

Em especial, a relação da escola com os pais é indispensável já que a participação da família nas atividades escolares estimula o desenvolvimento emocional e social das crianças e dos adolescentes. E quanto mais bem-sucedido for o diálogo entre a família e a escola, mais tangível será o resultado das atividades propostas.

Por esses motivos é necessário haver permanente fortalecimento de conhecimentos, das práticas e da parceria com a família. Mas também é importante retornar ao início desse texto quando falávamos sobre os modos de vida e seus impactos na saúde mental.

Isso porque se desejamos ter filhos com boa autoestima, relacionamentos construtivos, autorregulação, experimentando o amor pela vida e crescendo confiantes e autônomos, precisamos, antes, olhar para quem somos e como vivemos.

Todas as transformações que forem possíveis em nós mesmos refletirão integralmente na saúde mental de nossas crianças e adolescentes. Não é à toa que educar demanda tanta disposição e tempo. Isso se chama investimento parental. A cada diferente fase da vida os filhos necessitarão do nosso cuidado e isso é para sempre. Educar bem significa preparar o filho para viver e apoiá-lo até o fim.

É uma imensa responsabilidade saber que temos uma interferência inevitável sobre a maneira como nossos filhos se percebem e como eles se expressam no mundo. Por esse motivo, escolas e famílias devem estar de mãos dadas na longa jornada, caminhando passo-a-passo numa aprendizagem profunda e em um ensinar valioso. E, sejamos pacientes, pois como bem lembrou o poeta Charles Baudelaire: “Nada pode ser feito a não ser pouco a pouco”.

*Eveline Ribeiro é psicóloga Clínica e Educacional

Violência contra a mulher: 38 mil denúncias foram registradas no primeiro semestre de 2018

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Por Tainá Ferreira e Cintia Moreira
Da Agência Rádio Mais

A violência contra a mulher continua sendo um problema que preocupa as autoridades brasileiras. De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos, só nos primeiros seis meses deste ano, mais de 38 mil denúncias de violência contra mulheres foram registradas no disque 180.

A violência pode se manifestar de várias formas. Ela pode ser física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. E pode destruir a vida de qualquer mulher. É o caso, por exemplo, de Patrícia. Em poucos meses de relacionamento, ela e o companheiro começaram a morar juntos. Ele decidiu que não queria que Patrícia trabalhasse mais, se mostrava extremamente ciumento, até que começaram as ameaças.

Depois disso, ela tomou coragem, foi até a Delegacia da Mulher e fez a denúncia. Quando voltou para casa, nenhum dos pertences dela estavam mais lá. Patrícia conta que até hoje vive apavorada, porque as ameaças ainda continuam.

"Eu tenho muito medo de encontrar ele, porque toda vez que ele vê alguém que me conhece, ele fala, 'O que é dela está guardado'. Que o dia em que ele me pegar vai me matar", lamenta ela.

Patrícia conta ainda que, de noite, ela dorme muito pouco, porque fica frequentemente vigiando para ver se o ex-namorado não vai aparecer na casa dela. E que isso, não é amor.

"Quando a pessoa ama, ela cuida! Ela não bate, não machuca, não maltrata, ela não ameaça. Ela te deixa viver em paz e eu não tive paz”, conta Patrícia.

As discussões sobre o assunto se intensificaram neste mês principalmente por conta do Dia Internacional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, no último domingo (25). Agora, nesta terça (27), o governo federal lançou o Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher.




As ações vão promover a colaboração entre estados e municípios com a União, com o intuito de trazer uma punição mais rigorosa contra ao agressor e uma prevenção eficaz contra a violência.

“Ele busca um diálogo entre o poder federal, os Estados e os municípios, no sentido de criar diretrizes e de criar uma rede de proteção para tornar mais efetiva a proteção para as mulheres. É fundamental que as pessoas se conscientizem da importância desta pauta, que não há limite de tolerância para violência. Violência não pode ser tolerada em hipótese nenhuma", explica o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha.

A professora Lia Zanotta Machado, do Departamento de Antropologia da UnB, explica que é até comum um casal discutir. Mas resolver os conflitos através da imposição física sobre o outro, sobre ameaças verbais, injúrias, ou sobre humilhações é inadmissível em qualquer relacionamento.

Por isso, em casos de violência contra a mulher, basta ligar para o 180. A Secretária Nacional de Proteção para Mulheres do Ministério dos Direitos Humanos, Andreza Colatto, conta que a ligação é de graça e confidencial.

"A Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres faz um apelo a toda a sociedade, que divulgue e utilize o canal "ligue 180", que hoje é nossa principal porta de entrada de informação a respeito da violência sofrida por mulheres e também de denúncia. É um canal confidencial que funciona 7 dias por semana, 24 horas por dia e atende as mulheres brasileiras que vivem em 16 outros países. A sociedade precisa entender que ela também faz parte desse enfrentamento”, afirma a secretária.

Você tem voz

Um vídeo lançado no último domingo (25) pelo governo federal, com a cantora Naiara Azevedo, fez com que o número de denúncias de violência contra a mulher aumentasse 16 vezes em relação à média, somente no primeiro dia.

Atualmente, a média de telefonemas para o Ligue 180 é de 350 por dia. Nesta segunda-feira (26), um dia após a divulgação do vídeo nas redes sociais, a central recebeu mais de 5,6 mil denúncias.

O clipe utiliza uma música que, quando se escuta apenas a letra, parece uma canção de amor. Mas quando se assiste às imagens do clipe, é possível perceber que - muitas vezes - o que era tido como "amor", na verdade, é abuso. As imagens são fortes e incentivam à denúncia para o número 180.



Prefeitura paga salário, mas não divulga data de adicionais

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A Prefeitura de Mossoró pagou nesta sexta-feira (30) os salários dos servidores municipais efetivos e comissionados.

Já os adicionais ao salário, tais como plantões, horas-extras, décimo terceiro, entre outras vantagens, serão pagos, segundo a Prefeitura, na próxima semana. A data não foi divulgada.

Quem diria, Kerinho

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(Foto: arquivo)
Quem diria que depois de uma campanha que lhe rendeu apenas 8.990 votos, o candidato a deputado federal saído de São José de Mipibu  e até então anônimo para quase todo o eleitorado de Mossoró se tornaria um dos nomes mais citados na cidade e no Estado?

Enquanto Beto Rosado (PP) atua com força-tarefa para reverter situação na Justiça, Mineiro (PT) se mune de argumentos para manter a vaga e a imprensa do estado se digladia sobre o assunto, Keriklis Alves Ribeiro, ou Kerinho (PDT), o titular dos votos, é nesse momento o menos preocupado com o resultado à Câmara Federal.
Com 51 anos, nascido em São José do Seridó, o servidor público municipal de São José do Mipibu, Kerinho, já foi vereador do município onde mora, mas tenta, sem sucesso, se eleger a um cargo eletivo pela terceira vez seguida.

Em 2018, sua chance mais uma vez se foi. O eleito da coligação 100% RN, onde estava inserido, que obteve menos votos (Walter Alves) alcançou 79.333, 70 mil a mais que Kerinho.

Apesar de em 2008 ter sido o vereador mais votado, em 2012, pelo PSD, ele alcançou 9.767 votos e não foi eleito prefeito de São José de Mipibu. Já em 2016, pelo PDT, alcançou 9.107 votos a deputado estadual e, portanto, não eleito. Em 2018 obteve menos votos ainda.

Os 8.990 votos não contabilizados pelo TRE tiraram Kerinho da disputa, mas o "embolo" causado pode ser generoso com a projeção de seu nome e até ajudar a elegê-lo nas próximas eleições.  

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