sábado, 20 de abril de 2019

Feminismo é mais bem avaliado entre homens que entre mulheres, diz Datafolha

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Por Ana Estela de Sousa Pinto
Do Instituto Patrícia Galvão

A avaliação do feminismo é mais positiva entre os homens que entre as mulheres brasileiras, mostra pesquisa Datafolha. Para 48% deles, o feminismo traz mais benefícios que prejuízos às mulheres, enquanto 41% vêem mais prejuízo que benefício.

Entre as mulheres, há empate técnico: 43% dizem que há mais benefícios e 41%, mais prejuízos. Quase metade dos homens (49%) vê mais benefícios para a sociedade, e 41% têm opinião inversa. Entre as mulheres, 45% acham que há mais benefícios e 38% mais prejuízos.

A pesquisa ouviu 2.086 brasileiros com 16 anos ou mais (1.095 mulheres e 991 homens), em 130 municípios de todo o país, nos dias 2 e 3 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A parcela de homens que apoiam o feminismo também supera a de mulheres que se consideram feministas. Eles são maioria (52%); elas, minoria (39%).

Independentemente da afinidade com o feminismo, mais de dois terços do total concordam com teses feministas como a de que o espaço ocupado por mulheres na política hoje é menor que o suficiente.

Em fevereiro, 86% discordaram da ideia de que mulheres devem se dedicar só à casa e aos filhos, e 64% concordaram que elas ganham salário menor simplesmente por serem mulheres, mostrou pesquisa Datafolha feita com a mesma metodologia, em parceria com a ONG Oxfam Brasil.

Se há apoio majoritário a causas feministas, por que a identificação com o feminismo não é equivalente?

“A palavra vem carregada de estereótipos, e o avanço do conservadorismo cria barreiras para que as pessoas se reconheçam como feministas”, diz Marina Ganzarolli, presidente da comissão de diversidade sexual da OAB-SP.

Mas ela vê avanços na aceitação de ideias feministas. “Termos como cultura do estupro agora fazem parte do debate.” É justamente porque o feminismo conseguiu tornar legítimas questões de igualdade entre os sexos que há reação, tentando associá-lo a algo contra valores, família e maternidade, opina a professora de ciência política da UnB Flávia Biroli. “É uma caricatura, mas que tem efeito grande em alguns segmentos.”

A imagem estereotipada de que feministas não se depilam, não se maquiam nem gostam de homens faz com que o termo atraia menos mulheres mais pobres —fenômeno que aparece também na pesquisa Datafolha—, escreveu a pesquisadora do King’s College Christina Scharff.

Em pesquisas na Alemanha e na Grã-Bretanha, mulheres afirmaram rejeitar o termo feminista por sua conotação de ódio aos homens, lesbianismo ou falta de feminilidade. Ainda que haja feministas que tratem homens como inimigos, essa oposição não é consenso nem majoritária.

“Assim como há muitos feminismos, existem muitas masculinidades, e só uma é tóxica: a que parte do pressuposto de que o homem tem que ser bruto e agressivo. Em vez de precisar trabalhar só com a garota vítima de estupro, quero trabalhar com o garoto sobre o que é consentimento. Precisamos envolver cada vez mais os homens nessa conversa”, diz Marina.

Nem sempre é fácil, porém. Alguns autores defendem que, como eles não vivem a opressão das mulheres, não podem ser chamados de feministas, mas de pró-feministas.

Coautor de estudo sobre o tema, o professor de psicologia da Universidade Federal de Pernambuco Benedito Medrado atribui às mulheres o impulso para questionamentos masculinos recentes. “Ao rever o lugar das mulheres, o feminismo nos colocou a pensar onde estamos na vida familiar e na vida pública”, diz.

No estudo, os pesquisadores (dois homens e uma mulher) defendem que, se “mulher” é construção social, homens podem ocupar esse lugar, “abrindo outros horizontes de negociação, sem abster-se do conflito que esse trânsito pode provocar ou intensificar”.

A parcela de brasileiras que afirma ser feminista é minoritária (38%), mas comparável aos 34% das britânicas que responderam ao instituto YouGov no ano passado.

Considerando ambos os gêneros, disseram-se feministas 8% dos alemães, 17% dos finlandeses, 22% dos dinamarqueses, 33% dos franceses e 40% dos holandeses. Nos EUA, só 10% dos homens e 20% das mulheres de 18 a 35 anos (os chamados millennials) se identificavam como feministas em pesquisa da Universidade de Chicago.

Já no Brasil, tanto feministas assumidas como homens apoiadores são mais frequentes entre os mais jovens. De cada 10 brasileiros entre 16 e 24 anos, 6 veem mais benefícios que prejuízos às mulheres e à sociedade em geral.

Nas mulheres entre 16 e 24 anos, há empate entre as que se consideram feministas e as que não se consideram: 47% a 48%. A vantagem é de 54% a 41% entre as estudantes. Também há apoio maior entre os mais ricos. Em parte, isso se deve ao fato de que há vários feminismos, e suas conquistas não atingem de forma uniforme todas as mulheres, observa a especialista em direito do trabalho Regina Stela Corrêa Vieira, pesquisadora do Cebrap.

Há ganho evidente em profissões de nível superior e em empresas mais internacionalizadas, e mais desigualdade e injustiça maiores em serviços menos qualificados, diz ela.

Mulheres negras têm também pautas específicas, afirma Natália Neris, doutoranda na USP. “Enquanto as brancas lutaram por acesso ao mercado de trabalho, as negras trabalham desde que chegaram ao Brasil para serem escravizadas. Diferenças salariais são mais desproporcionais, a violência é maior e as negras são mais vítimas de feminicídios”, diz ela.

O Datafolha mostra que a avaliação de que o feminismo traz benefícios é mais frequente entre negras (pretas e pardas) que entre as brancas. A diferença aparece também no discurso, diz Regina. “O feminismo de Hollywood é preocupado com valores que não dialogam com os de uma empregada doméstica, que até 2013 não tinha jornada de trabalho limitada.”

Ainda que com causas diferentes, o tema ganhou espaço ao ser estampado em camisetas da grife Dior, shows da cantora Beyoncé e palestras da atriz Emma Watson, observa Marina Ganzarolli, da OAB-SP. “O feminismo ficou pop, e, ao virar mercadoria, democratizou o que antes estava encastelado na academia.”

No recorte por religião, a maioria das agnósticas (57%) é feminista assumida. Já entre todos os evangélicos, 47% afirmam que o feminismo traz mais prejuízos à sociedade (38% veem mais benefícios).

Sob o guarda-chuva evangélico, porém, há muita diversidade, observa a professora da USP Jacqueline Moraes Teixeira, que estudou questões de gênero na Igreja Universal do Reino de Deus.

Vertentes consideradas mais progressistas defendem planejamento familiar, vasectomia e legalização do aborto, por exemplo. Mas essa pauta não aparece como feminista e, sim, como modernização da família, ressalta.

Jacqueline acompanhou debates sobre o tema em templos e redes sociais no ano passado e diz que, embora tenha observado um crescimento do conservadorismo, não há consenso definido. A polaridade acentuada da eleição presidencial de 2018 aparece no Datafolha. Eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que critica a chamada “ideologia de gênero” (a ideia de que gêneros são construções sociais), veem mais prejuízos que benefícios para a sociedade (48% a 39%).

A opinião é inversa entre os que votaram em Fernando Haddad (57% veem mais benefícios; 30%, mais prejuízos). A porcentagem de bolsonaristas feministas é 32%, contra 49% das eleitoras de Haddad, e os homens que elegeram o presidente estão divididos (49% apoiam o feminismo e 40% não), enquanto são pró-feminismo 59% dos que votaram em Haddad.

Para Flávia Biroli, da UnB, isso acontece porque o termo feminismo acabou sendo associado apenas a movimentos de esquerda, mesmo que isso não corresponda à realidade.

Feminismo?

O que é 
Defesa de igualdade social, econômica e política entre homens e mulheres

As pioneiras
Em 1848 nos EUA há a 1ª convenção pelos direitos das mulheres. Sufragistas lutam pelo direito ao voto

Segunda onda
A partir de 1960, surgem três linhas: liberal, que foca espaço nas estruturas de poder; radical, que prega revolução das instituições, e cultural, que critica as outras por ‘masculinizar as mulheres’

Terceira onda
Na virada do século, questiona conceitos de beleza e sexualidade. Defende um contínuo entre feminilidade e masculinidade, onde qualquer um pode entrar

Quarta onda
Assédio sexual,  cultura do estupro e movimentos como #metoo se sobressaem

No Brasil hoje
Mulheres são 51,6% da população, 15% do Congresso, 45,6% dos trabalhadores, 26% dos diretores de empresa; Brasil é 85º entre 145 países em ranking de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial

Chuva de Bala 2019 terá músicos instrumentistas e vocalistas ao vivo no palco

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(Foto: assessoria de imprensa)
Nove músicos instrumentistas e seis vocalistas iniciaram ontem a preparação musical para o espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró. Este ano, as nove canções de Caio Padilha ganham novos arranjos para abrilhantar ainda mais o texto de Tarcísio Gurgel.

“Este ano a gente acrescenta, além dos músicos que já tínhamos o ano passado, ao vivo, dois naipes de cantores, um masculino e um feminino, para fazer também um ao vivo. Isso pra nós é um grande passo”, destacou o diretor Marcos Leonardo.

Além desta novidade, o diretor promete muitas emoções para esta edição. “Todas as temporadas são sempre especiais, mas nesta estamos preparado emoções que o público de Mossoró vai se identificar ainda mais e os visitantes vão se encantar”, adiantou o diretor.

*Com informações da SECOM/PMM

Novo campeonato de Futsal vem para valorizar a modalidade em Mossoró

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Primeiro arbitral aconteceu sexta (Foto: Larissa Maciel)

Aos trancos e barrancos, o esporte mossoroense tenta crescer e se restabelecer no cenário regional. Quem conhece a nossa conjuntura sabe que sobram críticos, faltam investimentos concretos, um olhar para o lado profissional e social de cada modalidade.

O primeiro campeonato mossoroense de futsal inicia em maio e vem para somar. Primeiro, porque valorizará as equipes que pedem um calendário aqui na cidade e que terão este espaço para mostrar seu valor. Segundo, porque priorizará os atletas daqui. Dois "tiros" certeiros, por uma modalidade que pedia essa novidade.

"A expectativa é muito boa porque as equipes tem procurado o campeonato. Acreditamos que, pelo menos com 10 equipes, como já estamos encaminhando, dá pra iniciar a competição", disse um dos organizadores, Leonilton Silva, à reportagem da TCM.

O campeonato já tem nove equipes confirmadas e deve chegar a doze no total, iniciando dia 27 do próximo mês. Como fã do esporte, o blog parabeniza a organização e claro, estará de olho cada vez que a bola pesada rolar.

*Larissa Maciel é formada em Jornalismo pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), é mossoroense, repórter e apresentadora da TCM Telecom e 95 FM, crescida entre fãs de esporte, jornalista por vocação e analista de esporte por amor à esta área da profissão em específico. 

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Entenda o significado de cada dia da semana santa

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A semana santa teve início no "Domingo de Ramos" - neste ano, último domingo dia 14. Seguindo, cada dia da chamada "Semana Maior" tem uma diferente celebração. Veja os significados:

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos abre, por excelência, a Semana Santa, pois celebra a entrada triunfal de Jesus Cristo, em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, a Morte e a Ressurreição. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão por onde o Senhor passaria montado num jumento. Com isso, Ele despertou, nos sacerdotes da época e mestres da Lei, inveja, desconfiança e medo de perder o poder. Começa, então, uma trama para condená-Lo à morte.

Lava-pés é símbolo litúrgico da quinta-feira santa
(Imagem: Jovens Conectados)
Segunda-feira Santa

Neste dia, proclama-se, durante a Missa, o Evangelho segundo São João. Seis dias antes da Páscoa, Jesus chega a Betânia para fazer a última visita aos amigos de toda a vida. Está cada vez mais próximo o desenlace da crise. Jesus já havia anunciado que Sua hora havia chegado.

Terça-feira Santa

A mensagem central deste dia passa pela Última Ceia. Estamos na hora crucial de Jesus. Cristo sente, na entrega, que faz a “glorificação de Deus”, ainda que encontre, no caminho, a covardia e o desamor. No Evangelho, há uma antecipação da Quinta-feira Santa. Jesus anuncia a traição de Judas e as fraquezas de Pedro.

Quarta-feira Santa

Em muitas paróquias, especialmente no interior do país, realiza-se a famosa “Procissão do Encontro” na Quarta-feira Santa.Os homens saem, de uma igreja ou local determinado, com a imagem de Nosso Senhor dos Passos; as mulheres saem de outro ponto com Nossa Senhora das Dores. Acontece, então, o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. O padre proclama o célebre “Sermão das Sete Palavras”, fazendo uma reflexão, que chama os fiéis à conversão e à penitência.

Quinta-feira Santa

Santos óleos: uma das cerimônias litúrgicas da Quinta-feira Santa é a bênção dos santos óleos usados durante todo o ano pelas paróquias. São três os óleos abençoados nesta celebração: o do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos. É um momento de reafirmar o compromisso de servir a Jesus Cristo.

Lava-pés: o Lava-pés é um ritual litúrgico realizado, durante a celebração da Quinta-feira Santa, quando recorda a última ceia do Senhor.

Jesus, ao lavar os pés dos discípulos, quer demonstrar Seu amor por cada um e mostrar a todos que a humildade e o serviço são o centro de Sua mensagem; portanto, esta celebração é a maior explicação para o grande gesto de Jesus, que é a Eucaristia.

Com a Santa Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde ou na noite da Quinta-feira Santa, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e faz memória da Última Ceia, quando Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou aos apóstolos para que os tomassem, mandando-os também oferecer aos seus sucessores.

A palavra “Eucaristia” provém de duas palavras gregas “eu-cháris”, que significa “ação de graças”, e designa a presença real e substancial de Jesus Cristo sob as aparências de Pão e Vinho.Instituição do sacerdócio

Sexta-feira Santa

A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário. A cruz, erguida sobre o mundo, segue de pé como sinal de salvação e esperança. Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. Há um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da santa cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade.

Sábado Santo

O Sábado Santo não é um dia vazio, em que “nada acontece”. Nem uma duplicação da Sexta-feira Santa. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo que pode ir uma pessoa. O próprio Jesus está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de Seu último grito na cruz – “Por que me abandonaste?” –, Ele cala no sepulcro agora. Descanse: “tudo está consumado!”.

Vigília Pascal: durante o Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. Todos os elementos especiais da vigília querem ressaltar o conteúdo fundamental da noite: a Páscoa do Senhor, Sua passagem da morte para a vida.

Domingo da Ressurreição

É o dia santo mais importante da religião cristã. Depois de morrer crucificado, o corpo de Jesus foi sepultado, ali permaneceu até a ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. Do hebreu “Peseach”, Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade.

*Com informações de Jovens Conectados; Portal Canção Nova 

Governo discute desafios do sistema prisional com Conselho Nacional do Ministério Público

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(Foto: Demis Roussos)
A governadora Fátima Bezerra recebeu membros da Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da atividade Policial e Segurança Pública do Conselho Nacional do Ministério Público, que vieram apresentar o resultado da visita técnica realizada nos presídios de Alcaçuz e Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta.

A comissão destacou as condições físicas das duas unidades prisionais e a questão da valorização social para os detentos, observando o baixo índice de presos que estudam e trabalham no sistema penitenciário do Rio Grande do Norte.

Durante a reunião, o conselheiro-presidente da comissão, Dermeval Farias Gomes Filho, se colocou à disposição para dialogar com o governo com o objetivo de buscar as soluções para os problemas encontrados. “O Estado do Rio Grande do Norte tem o grande desafio, após o estabelecimento do controle e segurança nas unidades penais, de promover a garantia dos direitos à saúde, educação e trabalho dos presos”.

A governadora lembrou, ainda, das outras medidas que estão em andamento para reorganizar as políticas de segurança pública no Estado como,por exemplo, a elaboração do Plano Estadual de Segurança Pública, que traz ações envolvendo diversos setores do governo e estimula também o envolvimento da sociedade.

O RN aguarda a liberação de R$ 80 milhões, já empenhados no governo federal, e de R$ 40 milhões oriundos de uma emenda impositiva, para serem utilizados em investimentos na Segurança Pública.

*Com informações do Governo do RN