quarta-feira, 10 de junho de 2026

“A secretária se doeu sem motivo”, diz Alexandre Mota após vídeo de Morgana Dantas

Alexandre Mota também respondeu ponto a ponto a temas abordados por Morgana Dantas no vídeo

O secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Mota, respondeu ao Blog Carol Ribeiro as declarações da secretária municipal de Saúde de Mossoró, Morgana Dantas, que divulgou um vídeo nas redes sociais em defesa do Hospital Municipal de Mossoró, após críticas recebidas 

Segundo ele, as críticas que fez em publicação nas redes sociais não foram direcionadas à secretária, mas ao que classificou como uma tentativa de “espetacularizar” a discussão sobre a saúde pública.

“A secretária se doeu sem motivo. Eu não fiz críticas à secretária municipal. Eu faço uma crítica a essa coisa de querer espetacularizar a saúde quando se poderia apontar outro caminho”, afirmou.

Ao comentar o funcionamento do Hospital Municipal, Alexandre Mota disse que reconhece a importância dos serviços prestados pela unidade, mas argumenta que o principal problema da rede de saúde de Mossoró continua sendo a falta de leitos para internação. 

“Tem feito cirurgias de baixo risco? Tem. Isso é importante. Agora isso não é o problema da saúde de Mossoró. É basicamente faltar leitos para internar as pessoas. E não é só no Tarcísio. Se for nas UPAs hoje, estão sobrecarregadas. Porque elas não têm onde mandar gente. Porque, de fato, a rede estadual, que são 406 leitos, já está completa”, declarou.

O secretário defendeu que a Prefeitura poderia ter adotado outra estratégia para ajudar a desafogar a rede. “A PMM poderia ter feito essa opção, por leitos de retaguarda. Certamente as UPAs estariam desafogadas, o Tarcísio Maia estaria desafogado”.

“Estaria todo mundo pulando, não só o prefeito, mas todo mundo pulando de alegria, porque estaria todo mundo apontando numa solução”, disse.

Alexandre Mota também respondeu ponto a ponto a temas abordados por Morgana Dantas no vídeo. 

Sobre o Hospital da Mulher, afirmou que a unidade passou anos sem abrir porque era necessário contratar profissionais.

“O Hospital da Mulher passou anos sem abrir porque a gente precisava chamar pessoas, não tinha concurso ativo, teve que ter decisão judicial”, explicou.

Já sobre o Hospital da Polícia Militar, citado como exemplo de estrutura hospitalar pelo município, o secretário argumentou que a comparação não é adequada.

“O hospital da PM não é similar à policlínica: tem médico 24 horas, funciona sábado e domingo. Mas é uma extensão do Tarcísio Maia, com cirurgias ortopédicas para garantir que a rede funcione”, afirmou.

“A critica é ao modus operandi do prefeito: ele passa uma imagem que não é. Qual é o problema de chamar uma policlinica de policlínica?”, conclui.

Postar um comentário