Com apenas 8 cadeiras em jogo na Câmara Federal, candidatos da legenda dividem cifras milionárias e trocam farpas públicas na busca pela sobrevivência política
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| Em live, Cabo Deyvison debochou de fala do Sargento Gonçalves feita momentos antes na casa do PL | Foto: redes sociais |
No Partido Liberal (PL), essa concorrência interna envolve nomes de peso como Nina Souza, Carla Dickson, Sargento Gonçalves, General Girão, Juninho Saia Rodada e Cabo Deyvison. Os atritos, que antes ficavam restritos aos bastidores, já transbordaram para a campanha pública.
Candidatos "Melancias"
No último final de semana, o deputado Sargento Gonçalves subiu o tom e criticou, junto ao líder Rogério Marinho, os chamados candidatos “melancias”, aqueles que seriam "verdes por fora (direita) e vermelhos por dentro (esquerda)", sem base no "bolsonarismo raiz".
A declaração foi interpretada no meio político como um ataque direto a Cabo Deyvison, que utilizou suas redes sociais para responder às provocações.
Nos bastidores, comenta-se que a ala mais ideológica e ligada ao bolsonarismo raiz está incomodada com o avanço de Cabo Deyvison e Juninho Saia Rodada, que vêm conquistando espaço e bases eleitorais em diversos municípios potiguares.
A distribuição do Fundo Eleitoral
A chiadeira pública de alguns parlamentares e candidatos, no entanto, contrasta com o volume expressivo de recursos que a direção partidária injetou nas campanhas do "bolsonarismo raiz" e em candidatos específicos. O topo do ranking de repasses revela o tamanho do investimento na legenda:
Sargento Gonçalves: R$ 3.030.000,00
General Girão: R$ 2.795.000,00
Nina Souza: R$ 2.408.400,00
Carla Dickson: R$ 2.003.000,00
Pedro Filho: R$ 720.000,00
Juninho Saia Rodada: R$ 615.000,00
Coronel Brilhante: R$ 601.300,00
Cabo Deyvison: R$ 500.000,00
Gabi Trajano: R$ 400.000,00
Críticas à Gestão de Rogério Marinho
A disparidade nos valores distribuídos gerou forte reação. Em entrevista ao Diário do RN, o advogado e ex-vereador de Natal, Cícero Martins, criticou duramente os critérios adotados pela sigla. Para ele, as cifras expõem uma interferência direta do presidente estadual da legenda, o senador Rogério Marinho.
“Eles estão selecionando quem eles querem eleger. É diferente. Quem é de interesse deles. [O senador] está selecionando os candidatos que ele quer que ganhe”, disparou Cícero Martins.

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