sábado, 3 de outubro de 2026

Mapa dos prefeitos: Álvaro chega a eleição com apoio maior, seguido de Allyson e Cadu

Álvaro reúne mais prefeitos, mas Allyson concentra força nos maiores colégios eleitorais

Fonte: Grupo Dial Natal

Mapa elaborado pelo jornalismo do Grupo Dial Natal atualizado às vésperas do primeiro turno mostra Álvaro Dias (PL) com apoio em 68 municípios, contra 56 de Allyson Bezerra (União) e 43 de Cadu Xavier (PT). Na base de Allyson, porém, estão alguns dos maiores colégios eleitorais do Estado.

A diferença entre os apoios, porém, muda de dimensão quando se observa o tamanho eleitoral das cidades que compõem cada base política.

Os 68 municípios associados a Álvaro somam 1.127.699 eleitores, o equivalente a 42,4% do eleitorado potiguar. Allyson aparece com 1.062.103 eleitores em sua base municipal, correspondentes a 39,9%. Cadu reúne 471.145 eleitores, ou 17,7%.

Ou seja: Álvaro tem 12 municípios a mais que Allyson, mas a diferença no eleitorado abrangido pelas duas bases é de cerca de 65,6 mil eleitores.

Há outro indicador que ajuda a explicar o peso político das cidades que estão no campo de cada candidato. Considerando o total de votos nominais registrados nas eleições municipais de 2024 nos municípios de cada grupo, as cidades vinculadas a Allyson somam 520.746 votos, contra 503.447 nos municípios associados a Álvaro. São 17.299 votos nominais a mais na base municipal de Allyson.

Isso ocorre porque a candidatura de Allyson conseguiu reunir apoios em municípios de grande peso eleitoral. Entre eles estão alguns dos principais colégios do Estado, como Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba e Caicó.

A presença nesses municípios é especialmente relevante porque os dez maiores colégios eleitorais do Rio Grande do Norte concentram, juntos, cerca de 47,5% de todo o eleitorado estadual. Natal lidera com mais de 570 mil eleitores, seguida por Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba, Assú, Caicó, Extremoz e São José de Mipibu.

Entre os 10 citados, Álvaro tem apoio dos prefeitos de Natal, Extremoz e São José de Mipibu. Cadu de Lula no município de Assu.

Prefeito não é sinônimo de transferência automática de votos

O mapa dos apoios, no entanto, não pode ser lido como uma projeção direta do resultado das urnas. Ter o prefeito ao lado não significa que todos os eleitores do município votarão no candidato apoiado pelo gestor.

O peso de cada apoio depende da força política do prefeito, da avaliação da administração municipal, da capacidade de mobilização do grupo e da própria campanha do candidato. Um prefeito bem avaliado e com uma estrutura política consolidada tende a ter mais capacidade de influenciar a eleição do que um gestor com baixa aprovação ou pouca capacidade, ou interesse, de articulação.

Por isso, o mapa funciona mais como um retrato da estrutura política e da capacidade de articulação territorial de cada candidatura do que como uma conta antecipada de votos.

E há ainda uma segunda camada nessa disputa. Nos municípios em que determinado candidato não tem o apoio do prefeito, isso não significa necessariamente ausência de estrutura política.

Em todos, os outros candidatos têm ali o apoio de deputados estaduais, ex-prefeitos, vereadores, lideranças empresariais ou grupos de oposição ao prefeito.

Isso torna a disputa municipal mais complexa do que simplesmente contar quantos prefeitos estão com cada candidato.

Na eleição majoritária, essa diferença de perfil pode ser relevante. Mais do que contar prefeitos, a reta final passa a ser sobre quem consegue transformar essas alianças em mobilização, presença territorial e, principalmente, votos efetivos no dia da eleição.

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