Álvaro reúne mais prefeitos, mas Allyson concentra força nos maiores colégios eleitorais
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| Fonte: Grupo Dial Natal |
Mapa elaborado pelo jornalismo do Grupo Dial Natal atualizado às vésperas do primeiro turno mostra Álvaro Dias (PL) com apoio em 68 municípios, contra 56 de Allyson Bezerra (União) e 43 de Cadu Xavier (PT). Na base de Allyson, porém, estão alguns dos maiores colégios eleitorais do Estado.
A diferença entre os apoios, porém, muda de dimensão quando se observa o tamanho eleitoral das cidades que compõem cada base política.
Os 68 municípios associados a Álvaro somam 1.127.699 eleitores, o equivalente a 42,4% do eleitorado potiguar. Allyson aparece com 1.062.103 eleitores em sua base municipal, correspondentes a 39,9%. Cadu reúne 471.145 eleitores, ou 17,7%.
Ou seja: Álvaro tem 12 municípios a mais que Allyson, mas a diferença no eleitorado abrangido pelas duas bases é de cerca de 65,6 mil eleitores.
Há outro indicador que ajuda a explicar o peso político das cidades que estão no campo de cada candidato. Considerando o total de votos nominais registrados nas eleições municipais de 2024 nos municípios de cada grupo, as cidades vinculadas a Allyson somam 520.746 votos, contra 503.447 nos municípios associados a Álvaro. São 17.299 votos nominais a mais na base municipal de Allyson.
Isso ocorre porque a candidatura de Allyson conseguiu reunir apoios em municípios de grande peso eleitoral. Entre eles estão alguns dos principais colégios do Estado, como Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba e Caicó.
A presença nesses municípios é especialmente relevante porque os dez maiores colégios eleitorais do Rio Grande do Norte concentram, juntos, cerca de 47,5% de todo o eleitorado estadual. Natal lidera com mais de 570 mil eleitores, seguida por Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba, Assú, Caicó, Extremoz e São José de Mipibu.
Entre os 10 citados, Álvaro tem apoio dos prefeitos de Natal, Extremoz e São José de Mipibu. Cadu de Lula no município de Assu.
Prefeito não é sinônimo de transferência automática de votos
O mapa dos apoios, no entanto, não pode ser lido como uma projeção direta do resultado das urnas. Ter o prefeito ao lado não significa que todos os eleitores do município votarão no candidato apoiado pelo gestor.
O peso de cada apoio depende da força política do prefeito, da avaliação da administração municipal, da capacidade de mobilização do grupo e da própria campanha do candidato. Um prefeito bem avaliado e com uma estrutura política consolidada tende a ter mais capacidade de influenciar a eleição do que um gestor com baixa aprovação ou pouca capacidade, ou interesse, de articulação.
Por isso, o mapa funciona mais como um retrato da estrutura política e da capacidade de articulação territorial de cada candidatura do que como uma conta antecipada de votos.
E há ainda uma segunda camada nessa disputa. Nos municípios em que determinado candidato não tem o apoio do prefeito, isso não significa necessariamente ausência de estrutura política.
Em todos, os outros candidatos têm ali o apoio de deputados estaduais, ex-prefeitos, vereadores, lideranças empresariais ou grupos de oposição ao prefeito.
Isso torna a disputa municipal mais complexa do que simplesmente contar quantos prefeitos estão com cada candidato.
Na eleição majoritária, essa diferença de perfil pode ser relevante. Mais do que contar prefeitos, a reta final passa a ser sobre quem consegue transformar essas alianças em mobilização, presença territorial e, principalmente, votos efetivos no dia da eleição.

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