terça-feira, 25 de julho de 2017

Polícia Civil teve somente 0,14% do investimento previsto no orçamento de 2015, segundo associação

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(Foto: G1 RN)
Para a Associação dos delegados da Polícia do Rio Grande do Norte (ADEPOL) os altos índices de violência são resultado da falta de investimentos em segurança pública pelo Governo do Estado ao longo de anos, incluindo a Polícia Civil. 

“A ausência de uma política de investimentos na polícia investigativa tem uma influência direta no aumento da criminalidade, eis que se não houver uma investigação eficiente e capaz de se comprovar a autoria e materialidade delitiva, o infrator restará impune e encorajado a praticar novos delitos”, comentou a vice- presidente da ADEPOL, delegada Ana Claudia Saraiva Gomes.

Já a Delegada Paoulla Maués, Presidente da ADEPOL observou a importância de se distinguir os recursos destinados a pagar folha de pessoal e custeio, dos valores que representam efetivamente investimentos.

A Presidente conta que em 2015 havia uma previsão orçamentária de R$ 9.657.174,66 para investimentos na Polícia Civil, todavia apenas foi liberada para repasse a quantia de R$ 13.734,00 correspondente a 0,14% do orçamento previsto.

Uma das propostas da ADEPOL para amenizar a problemática do efetivo, além do concurso público, é a regulamentação do horário extraordinário no âmbito da Polícia Civil.

“Não temos uma norma que discipline o horário extraordinário dos policiais civis e o resultado disso é a existência de apenas cinco delegacias de plantões em todo o Rio Grande do Norte, enquanto que na Paraíba, por exemplo, existem 47 delegacias e núcleos de plantão", lamentou Ana Claudia.

Em razão disso, a Associação divulga que reiterou pedido de audiência com o governador Robinson através de ofício protocolado nesta segunda-feira (24).

Os delegados agendaram uma assembleia para o dia 28 deste mês a fim de deliberar as medidas que serão tomadas diante dos constantes e abusivos atrasos salariais.

*Com informações da Assessoria de Imprensa