Mulher: luta por respeito é todos os dias

(Imagem: web)
Não custa repetir que o 8 de março é uma data política. É data para defesa de valores e direitos. 

Milhares de grupos e organizações de mulheres existem para isso: lembrar a população que precisamos de igualdade e respeito diariamente.

Um apanhado feito pelo G1 mostra números atualizados da violência contra a mulher. Faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2019, o Brasil teve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídio em comparação com 2018. O levantamento foi feito com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. São 1.314 mulheres mortas pelo fato de serem mulheres – uma a cada 7 horas, em média.

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A questão vai além da violência propriamente dita. A violência econômica, por exemplo, refletida nas menores oportunidades de trabalho para as mulheres e menores salários gera uma dependência que torna a mulher inferior na sociedade.

Por isso que é importante não só garantir políticas de segurança pública, mas fortalecer e investir em políticas de educação voltadas à equidade de gênero e na valorização da dignidade e dos direitos humanos das mulheres, bem como em políticas preventivas em todos níveis de governo.

O Estado precisa tomar para si a responsabilidade sobre esses números e encarar com seriedade a pauta da igualdade de gêneros no país. 

Apesar de as mulheres representarem 52,63% do eleitorado, o Brasil figura como um dos países com menor representação feminina na política.

O que queremos não é supremacia, mas construir um caminho em que tenhamos espaços iguais. Por uma democracia inclusiva, por mais mulheres na política, pelo poder de optar pelos nossos direitos reprodutivos, por igualdade nos espaços de trabalho, por respeito em todos os espaços públicos.

*Com dados do G1 e do TSE

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