Pesquisa aponta subnotificação do Covid-19

Nesta terça-feira (24), o Brasil contabiliza 2.201 casos confirmados do Coronavírus, e 46 mortes. No entanto, os números oficiais confirmados não retratam os casos reais de infecção. Isso porque somente os pacientes graves - por orientação do Ministério da Saúde -  procuram atendimento e, portanto, são contabilizados.

Cerca de 80% dos casos de covid-19 são praticamente assintomáticos ou causam sintomas leves. Dessa maneira, as estatísticas reais da doença são distorcidas. Apenas 11% dos casos reais da infecção são conhecidos e rastreados pelas autoridades.

As informações vem do London School of Tropical Medicine, no Reino Unido. O instituto realizou uma pesquisa segundo a qual o Brasil já poderia ter mais de 17 mil casos de covid-19, muito além dos 1.891 registrados oficialmente pelo Ministério da Saúde até ontem (23).

Mapa global do Covid-19, segundo dados do Bing
(Imagem: reprodução)

Mundo

O mesmo modelo matemático analisou a situação de outros países que também sofrem com o surto do coronavírus. Coreia do Sul e Alemanha, que testaram intensivamente mesmo os cidadãos assintomáticos, têm índices de detecção muito melhores. O país asiático supostamente conhece 88% de todos os casos de covid-19 dentro de suas fronteiras, enquanto o europeu chega a 75%.

Entretanto, há cenários bem mais complicados que o nosso. A Itália, que enfrenta a pior da fase da epidemia neste momento, conhece apenas 4,6% dos casos reais da doença, de acordo com o modelo. Na Espanha, onde a situação também é muito grave, são 5,3%.

A França chega a 9,2% nessa conta, enquanto a Bélgica bate 12%, ambos bem próximos do índice de conhecimento da infecção no Brasil.

*Com informações do site Tecmundo

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