O novo hospital psiquiátrico de Mossoró e a disputa nas redes sociais

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Se há verba e há projeto, que se execute e que os parlamentares cumpram o papel de fiscalizadores desta promessa do Executivo; Leia opinião 

Dormitórios das novas instalações do Hospital Dr. Milton Marques de Medeiros
(Foto: Wilson Moreno/PMM)

A abertura da nova sede do Hospital psiquiátrico de Mossoró, antigo São Camilo de Lellis, e agora Dr. Milton Marques de Medeiros, gerou mais uma disputa política de rede social no fim de semana.

Claro, a oposição questionou a inauguração feita às pressas, enquanto há recursos e projeto disponíveis para a construção de uma sede definitiva. Obviamente, do outro lado, a base aliada defendeu a solução de um problema que vinha se arrastando há anos pelas gestões.

Os recursos e projeto disponíveis que se referiu a oposição foram apontados pelos vereador Professor Francisco Carlos (PP) - autor do projeto de mudança de nome da unidade hospitalar em homenagem a Milton Marques. Segundo o parlamentar, foram "3,7 milhões de reais disponibilizados pelo FINISA para construir um hospital psiquiátrico e projeto arquitetônico discutido com os profissionais de saúde mental ao longo de meses, mas optou-se pela improvisação".

Já a base aliada se refere à solução para este problema abaixo:

Situação do antigo São Camilo de Lellis, onde os pacientes permaneceram internados por anos
(Fotos: arquivo BCR)

É importante observar sobre o assunto é que foi no mínimo sensato não esperar por toda a burocracia da licitação e construção de nova sede quando os 60 pacientes psiquiátricos viviam em condições sub-humanas.

Se a nova sede foi improvada, e a inauguração quase que uma surpresa, cabe à oposição e sociedade observar se as condições estão adequadas às regras para o funcionamento da unidade hospitalar.

Ao Blog Diário Político, a secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, comentou que “a planta que exista da outra gestão era totalmente fora do que prega a reforma psiquiátrica. Estamos fazendo a nova planta a partir do espaço que já estamos usando. A nova unidade precisa de adaptar o paciente para voltar a sociedade. Agora que os pacientes estão seguros vamos aguardar autorização da planta pela SUVISA (Superintendência de Vigilância em Saúde) para poder dar continuidade a uma obra”.

Então, se há verba e há projeto, que se execute e que os parlamentares cumpram o papel de fiscalizadores desta promessa do Executivo.

O que não dava era para suportar as condições em que aqueles seres humanos estavam vivendo por burocracia política. 

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