Se há liberação dos estabelecimentos, por que tanta crítica às aglomerações?

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No Rio Grande do Norte, quase duas semanas depois da flexibilização, os números cresceram: são 88 pessoas esperando uma vaga em um leito de UTI no Estado

Os bares são os principais responsáveis por aglomerações em Mossoró (Vídeo: cedido)

Às vezes é importante informar o óbvio. A flexibilização do decreto governamental no Rio Grande do Norte se deu principalmente pela pressão dos órgãos e entidades representativas do comércio. O Governo do RN têm se movimentado, desde o ano passado, para manter o equilíbrio entre as exigências sanitárias e econômicas no estado.

Por isso, temos visto um "looping" no ciclo de reabertura e fechamento das atividades econômicas, já que as liberações se deram em momentos ainda não propícios, do ponto de vista sanitário, o que concretiza novos crescimentos dos índices em relação à Covid-19.

O que não é diferente agora. No último dia 12 de maio, a flexibilização foi decretada enquanto haviam ainda 47 pessoas na fila por um leito de UTI no Estado, cuja ocupação estava acima de 90% em todas as regiões.

Estas condições são longe das ideais recomendadas pelas autoridades em saúde, quando se aconselha liberação nas restrições com ocupação pelo menos abaixo de 80%, e filas zeradas.

Hoje (24), no Rio Grande do Norte, quase duas semanas depois da flexibilização, os números cresceram: são 88 pessoas esperando uma vaga em um leito de UTI no Estado. Destes, 46 na região Oeste. A ocupação dos leitos está em 96,5%.

Ocupação nos leitos de UTI no RN por Região (Fonte: RegulaRN | Imagem: reprodução)

Resultado não exatamente da liberação para funcionamento dos estabelecimentos, mas do descumprimento dos protocolos com lotações acima dos limites permitidos, sem uso de máscaras, praticado pela inconsequência tanto de alguns empresários, quanto dos usuários destes locais. 

Houve liberação, mas sob regras, que não têm sido cumpridas. Pode não demorar a vermos novamente um novo decreto de restrição das atividades.      

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