Governo do RN, Prefeitura de Mossoró e empresas se reúnem para tratar da instalação do Polo Cloroquímico

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Mossoró será o primeiro município a receber as fábricas do Polo Cloroquímico que trarão mais investimentos e empregos.

Fotos: Allan Phablo/PMM

A instalação do Polo Cloroquímico PCK Nordeste no município foi pauta da reunião entre a Prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado, nesta quarta-feira (14), em Natal. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Franklin Filgueira, se reuniu com a governadora Fátima Bezerra, e empresas envolvidas no projeto.

"É um projeto que pode causar um impacto de até 18% no PIB, vai gerar 9.500 empregos na região polo com muitos recursos naturais e mão de obra", destacou Filgueira.

De acordo com a governadora Fátima Bezerra, "será criado um grupo de trabalho com presença dos representantes dos municípios para que a gente dê continuidade a esse estudo sob a coordenação do Governo do Estado junto com FIERN, representação do setor econômico das prefeituras, as empresas e o idealizador do projeto para que a gente dê continuidade nas nossas tratativas para tornar isso realidade".

Participaram da reunião também o vice-governador Antenor Roberto, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte Jaime Calado, o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Sílvio Torquato, parlamentares e representantes de entidades.

O autor do projeto do Polo Cloroquímico, o economista Carlos Duarte, apresentou detalhes do megaempreendimento. Mossoró, Guamaré, Macau e Porto do Mangue integram o projeto do Polo Cloroquímico. A capital do Oeste Potiguar terá importantes plantas industriais, ou seja, fábricas onde os produtos e derivados químicos serão fabricados. Mossoró terá fábricas de Soda-Cloro, PVC e Usina de Geração de Energia com capacidade de 350 Mwh Pot em área de 1.500 hectares. A previsão é que em dois anos e meio as fábricas comecem a funcionar em Mossoró.

“Esse momento agora é de arranjo junto aos investidores e as instituições governamentais federais, municipais, estaduais e os órgãos que farão os licenciamentos para gente mostrar e apresentar o projeto, fazer os protocolos de intenções para normatizar dentro do que é pertinente na lei. Depois dessa fase, cumprido os protocolos de intenções que tem em média de 150 a 180 dias, dependendo do município. Passada essa fase, vamos partir para aquisições de terrenos, fazer as avaliações de impacto ambiental. Isso liberado vamos fazer os estudos de impacto socioeconômico e ambiental novamente para aí se começar a fazer as licenças de instalação. Mossoró por ser uma cidade polo e por abrigar um dos núcleos importantes do projeto, no sentido de que a gente tem que começar por essa unidade, por que ela irá gerar os insumos das unidades subsequentes. É por isso que nesse caso o município de Mossoró começa primeiro”, explicou Duarte, idealizador do projeto.

Assinatura

No último dia 9 de junho, as empresas Koyo Intership Trading e TFB & Energy assinaram o Protocolo Municipal de Intenções (PMI) com a Prefeitura de Mossoró, no Palácio da Resistência. O prefeito Allyson Bezerra recebeu a comitiva das empresas que investirão no projeto. O município de Mossoró já atua para sediar o megaempreendimento que utilizará recursos naturais da região (gás, minérios e sal) na fabricação de vários produtos. O empreendimento no RN contemplará complexo de produção de carbonato de sódio, fertilizantes, rações minerais, magnésio metálico e PVC, além de usina solar, Planta Barrilha e terminal portuário osffshore multissetorial.

O investimento do consórcio no município deve atrair investimentos na ordem de 5 bilhões de dólares. Metade do investimento deverá ser empregada na primeira etapa de instalação. O investimento inicial para o polo industrial é de 2,5 bilhões de dólares e geração de 2.500 empregos diretos e até 7 mil empregos indiretos. A primeira etapa de implantação será nos próximos três anos. No prazo de um ano serão feitos os estudos e licenças.

“O valor efetivo de investimento acordado e garantido com documentos, nós já temos 1,5 bilhão de dólares comprometidos e mais quanto mais for necessário para que esse empreendimento possa ir para frente. Isso não é um sonho, isso não é uma falácia, é uma realidade constatada. A nossa empresa TFB é uma empresa pequena, mas é uma empresa que já está no mercado que focou na capacidade de geração de energia limpa. Nós tivemos a felicidade dentro dessa estruturação de sermos a empresa escolhida para poder fazer, montar os 350 Mwh. A nossa entrada desse complexo não é o parceiro investidor, somos o parceiro aglutinador. Somos o parceiro que conseguimos captar o potencial do projeto, o potencial do estado e apresentar para esse parceiro. Fazer com que ele perceba a grande capacidade de lucratividade e garantia de investimento”, afirmou vice-presidente da TFB.

De acordo a TFB & Energy, em até 90 dias o megaempreendimento terá uma empresa de sociedade anônima de capital fechado com percentual de 2,5 bilhões de dólares para poder garantir que a parte inicial seja dada prosseguimento e concluída. “Os outros 2,5 bilhões de dólares nesse primeiro momento não vem do nosso bolso. Ele virá exatamente das empresas que estarão interessadas no projeto e para poder se instalar vão ter que fazer os aportes. Temos o percentual de que 50% da estruturação já está garantida dentro desse leque e os outros 50% vamos ter a possibilidade de exatamente trazer para essa estruturação de negócio”, garantiu Joaquim Franco Júnior.
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