Oposição mostra em nomes e atitudes o medo de disputar governo

Compartilhar

Do Blog Carlos SantosNão falta quem é e não é, quem é sem ser e os que querem ser citados, mas fogem da raia como o diabo da cruz

Um parâmetro para medirmos a dificuldade da oposição em apresentar um nome competitivo contra a governadora Fátima Bezerra (PT), ao governo do RN, é a lista com supostos pré-candidatos. Não falta quem é e não é, quem é sem ser e os que querem ser citados, mas fogem da raia como o diabo da cruz. Medo, angústia, depressão,

Vamos lá:

Deputado federal Benes Leocádio (Republicanos) – Apresentou-se como pré-candidato e até hoje está ao léu, pronto para anunciar que não é o que nunca foi;

Senador Styvenson Valentim (Podemos) – Esse sempre foi, mas não confirma que será. A maior parte do tempo está envolvido em polêmicas sexuais, supostos ataques misóginos e ‘lacrações’ em redes sociais, sem tempo para fazer política, o que parece só conseguir na primeira pessoa: eu.

Prefeito natalense Álvaro Dias (PSDB) – É, não é, pode ser, jamais será, vai ser. Seu movimento pendular sobre o assunto é resultado da oscilação entre sonho e realidade cruel com a qual se depara. Não será.

Ministro das Comunicações Fábio Faria (PSD) – Citado já foi, mas passou a adotar tática beligerante de confronto verbal com governo e governadora, para se capitalizar ao Senado. Quer distância de um confronto eleitoral com ela. Tem consciência de que seria esmigalhado eleitoralmente.

Ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL) – Deseja mesmo ser senador, mesmo que já tenha focado a corrida ao Governo do RN. O governo é uma miragem.

Deputado federal General Girão (PL) – Gosta de ser citado como opção ao governo, mas sabe do seus limites e a esperança mesmo é se reeleger à Câmara dos Deputados. Fátima serve-lhe para alimentar discurso antipetista que seu eleitor adora, indo ao êxtase.

Haroldo Azevedo, empresário, sem partido – Navega como pré-candidato dele mesmo, uma opção à direita, até para ser abraçado pelo bolsonarismo. Não galvanizou ninguém representativo em seu entorno. O comum é se ouvir que ele seria um grande gestor, mas não decola.

Ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) – Ensaiou postulação, trabalhou a hipótese, conversou com alguns próceres políticos, mas quer mesmo ser candidato ao Senado, no palanque da governadora. Usando uma linguagem do turfe, podemos dizer que ele é “pule de dez” (aposta certa, ou quase isso) para estar com ela e não contra.

Clorisa Linhares (Brasil 35), ex-vereadora em Grossos – Nem costuma ser lembrada como pré-candidata, mas está lançada desde ano passado.

Presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira (PSDB) – Aqui e ali foi lembrado e tentado a ser candidato a governador. Defendeu há meses Rogério Marinho ao Senado (por razões que depois destacaremos), sem deixar de enxergar possibilidade de estar com Fátima, uma dubiedade complicada. Agora (veja AQUI), o seu nome é içado como provável disputante ao governo do RN. Balão de ensaio. Caminha para ser de novo candidato a deputado estadual.

Ex-senador Garibaldi Filho (MDB) – Até o último trimestre de 2021 teve nome citado em pesquisas e gostou de ser lembrado. Mas, resolveu botar para ‘torar’ internamente, rompendo com o primo e ex-deputado federal Henrique Alves (MDB), para se postar como pré-candidato à Câmara Federal.

Brenno Queiroga (Solidariedade) – Ex-candidato a governador em 2018, o ex-prefeito de Olho D’água do Borges está no ataque e quer ser novamente concorrente ao Governo do RN. Só depende de seu partido.

Ufa!

Compartilhar

0 comentários em "Oposição mostra em nomes e atitudes o medo de disputar governo"

Postar um comentário

Postagens anteriores → ← Postagens mais recentes
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial
CAROL RIBEIRO RECOMENDA