General Girão x Mulheres Sem Terra: entenda o confronto

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O caso aconteceu na última terça-feira (8), Dia Internacional da Mulher, mas continua se arrastando e deve parar na Justiça

(Foto: cedida)

O grupo que realizou a ação chamou de "Ação de protesto contra o pacote do veneno", mas o Generão Girão (PSL), alvo do manifesto, classificou como "atentado criminoso de vandalismo".

O gabinete local do deputado federal, em Natal, foi alvo de pichações com palavras e frases de protestos na fachada. Imagens da câmera de segurança registraram que a ação ocorreu às 3h da madrugada da terça-feira (8) e durou exatos 3 minutos e 7 segundos, desde a chegada do grupo até a saída.

Girão

De um lado, o deputado, em nota, manifestou:

"Reiteramos total repúdio a esse ato violento e intolerante. Nos acusam o tempo todo de representar um governo que propaga discurso de ódio. Mas esses, que se dizem tolerantes, além de propagar, materializam o ódio e a intolerância. Somos contra qualquer ato de violência, principalmente no campo das ideias e da política. Fica fácil deduzir de onde vieram esses ataques. Somos oposição aos partidos que corromperam a nossa democracia e insistem em regressar ao poder. A população brasileira e especialmente a potiguar já sabe o Brasil que ela não quer de volta".  

O parlamentar informou que acionou autoridades para apuração e punição dos culpados pelo "atentado" ao seu gabinete.

Em documentos destinados ao Ministério da Justiça, à Procuradoria Geral da República e à presidência da Câmara dos Deputados, o General Girão solicitou a instauração de procedimento de investigação a fim de apurar as circunstâncias do fato, eventual materialidade, autoria e a posterior responsabilização daqueles que confessaram tais atos.

Mulheres Sem Terra

Já o grupo de Mulheres Sem Terra, que assumiu a autoria da pichação, publicou seu posicionamento em redes sociais e por meio de nota. Veja trecho abaixo:

Nesta segunda-feira (7), dia “D” das ações levantadas pela Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra 2022, o coletivo de Mulheres Sem Terra Potiguares se manifestaram contra o Projeto de Lei 6.229/2002, conhecido como Pacote de Veneno, em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

A mobilização contou com um ato de escracho em frente ao gabinete do deputado federal Eliéser Girão Monteiro Filho, também conhecido como General Girão. Político filiado ao Partido Social Liberal (PSL), Girão foi um dos parlamentares que votou a favor do PL do Veneno, que flexibiliza o uso de agrotóxicos no Brasil. Foi dele um dos 301 votos que aprovaram o PL do Pacote de Veneno, votado na Câmara no último mês de fevereiro.

Após a ação de protesto, o deputado Girão criminalizou manifestantes como autoras de atos antidemocráticos e crime de ódio. Já as Mulheres Sem Terra, além de denunciá-lo por apoiar a liberação do Pacote de Veneno, também denunciam que o mesmo é alvo de investigação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), por divulgar e financiar atos antidemocráticos no país, que pediam o fechamento do Congresso Nacional, do STF; bem como, intervenção militar e volta do AI-5.

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