Um Alves, dois Alves ou nenhum Alves

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Do Blog Carlos Santos: Henrique e Garibaldi Disputam a mesma faixa de eleitor, por partidos diferentes e com questões pessoais e políticas não sanadas

Garibaldi evitou salamaleque e ficou quase mudo; Henrique falou e gesticulou muito em rápido encontro (Reprodução de vídeo de Matheus Peres)

Primos e parceiros políticos por mais de 50 anos, o ex-deputado federal Henrique Alves (PSB) e o ex-senador Garibaldi Alves Filho (MDB) estão rompidos há alguns meses. E passam a vivenciar uma campanha à Câmara dos Deputados que é experiência incomum para eles.

Antecipar a eleição de ambos ou de um deles, hoje, é precipitado. Não está fácil para nenhum dos dois.

Disputam a mesma faixa de eleitor, por partidos diferentes e com questões pessoais e políticas não sanadas. Dia 3 de janeiro deste ano (veja AQUI), Garibaldi proclamou: “Não existe nenhuma possibilidade de conciliação com Henrique este ano.”

Henrique foi praticamente expulso do MDB (sua única legenda desde início da carreira) e Garibaldi prometeu ainda “tirar” votos dele, se preciso.

No último dia 16, os dois tiveram um encontro casual de pouco mais de um minuto em Caicó, na Granja Caiçara, do prefeito de Natal e origem caicoense, Álvaro Dias (PSDB). De um lado, Garibaldi monossilábico; do outro, Henrique com gestual carregado e falante. Cumprimentaram-se em tom polido e conciliatório diante de alguns interlocutores.

Depois, cada um foi para seu lado.

Em 1990, Henrique e o pai Aluízio Alves conseguiram o feito no mesmo partido – o PMDB. Em 1998, Henrique e a irmã gêmea Ana Catarina Alves repetiram a façanha também no peemedebismo.

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