terça-feira, 6 de setembro de 2016

Briga de comadres: quem deverá resolver a pendenga entre prefeito e governador?

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A esposa do prefeito esbravejou. O prefeito tentou amenizar num vídeo posterior, mas não esclareceu nada.

Julianne Faria fala sobre relação com Mossoró
O governador ficou mudo. Coube à primeira dama estadual falar sobre o assunto nas redes sociais.

Cruel, entre outras coisas, disse que o governador não é responsável pela impopularidade de Silveira (Francisco, Francisco José Junior, Silveirinha), que deu todo o apoio, mas que "o município precisa fazer sua parte".

Enquanto as mulheres são as únicas a serem claras, o fato é que, pela régua da popularidade e satisfação da população, nem prefeito, nem governador estão bem em Mossoró.

Mesmo sem estar bem avaliado, o apoio do governador interessa ao prefeito, já que o apoio da máquina estadual pode trazer as promessas de parcerias para benefícios do município - pelo menos a promessa.

Seria um plus no discurso do candidato à reeleição municipal: mais uma tentativa de conseguir a credibilidade que a administração local não tem.

Talvez fosse providencial nesse momento em que o prefeito arrasta sua campanha com comissionados sem energia e sente, pelo andar do relógio, a pressão aumentando com a dificuldade de virar os números.

O problema é que, a quem cabe falar do assunto, nada faz. Nem o prefeito admite claramente o problema da crise não só administrativa, mas política, e toma uma posição. E nem o governador deu - nem dá - atenção ao clamor do grupo por essas bandas daqui.

Robinson se omite e segue ignorando Mossoró. Para ele é mais prático: calado, pelo sim ou pelo não, ele pode ter, em 2018, o apoio de quem estiver à frente da prefeitura mossoroense.

Silveira insiste em não admitir derrota antes do tempo, e muito menos em se indispor com a liderança do seu partido - de quem pode precisar logo à frente, em eleições futuras, numa possível reconstrução de sua imagem.