Enquanto Álvaro e Babá fecham a cabeça de chapa, bastidores discutem qual espaço caberá ao deputado na aliança da direita
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| Foto: ALRN |
Por Carol Ribeiro | Diário do RN
A definição do nome de Babá Pereira (PL) como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) representa um avanço na organização de uma das duas forças de oposição no Rio Grande do Norte para as eleições de 2026. O grupo é liderado politicamente pelo senador Rogério Marinho e reúne partidos e lideranças do campo da direita e do bolsonarismo no estado.
Babá Pereira, ex-prefeito de São Tomé e atual presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), foi anunciado como vice nesta quarta-feira (04) após articulações envolvendo dirigentes partidários e parlamentares da aliança em Brasília. A escolha atende a um critério de equilíbrio regional e busca ampliar o diálogo da chapa com prefeitos e gestores municipais.
Com a indicação do vice, o grupo começa a fechar o desenho do palanque majoritário. Agora cresce nos bastidores a possibilidade de que a segunda vaga ao Senado seja ocupada pelo Coronel Hélio (PL). Caso confirmada, a composição reforça a presença do nome ligado ao campo bolsonarista e consolida a identidade política clara da aliança.
A movimentação também indica um esforço de acomodação das principais lideranças que orbitam o bloco oposicionista, liderada por Rogério Marinho (PL), ao lado de Álvaro Dias (Republicanos), Styvenson Valentim (PSDB), Paulinho Freire (UB).
Com as vagas principais praticamente encaminhadas, a indefinição recai sobre o espaço a ser ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), que recentemente passou a integrar o campo de alianças do grupo.
Ainda sem confirmação oficial do próprio Ezequiel, lideranças do PL garantem que ele já desembarcou no grupo da direita. A decisão teria sido tomada após a reviravolta nos projetos eleitorais que ele tinha com Walter Alves (MDB). Após rompimento de Walter com o Governo Fátima, e aliança com Allyson Bezerra, o presidente da Assembleia Legislativa agora orbita entre a base da esquerda, onde continua integrado oficialmente, e a transição para o lado oposto ao lado do bolsonarista PL.
Ezequiel, no entanto, ainda não encontrou um lugar que garanta sua presença em um cargo eletivo. Informações apontam que ele deve assumir a presidência do Republicanos e que já estaria formando nominata do partido.
Nos bastidores, a suplência do senador Styvenson Valentim é apontada como uma das alternativas em discussão.
A avaliação interna é de que a suplência não teria apenas caráter protocolar. Caso Styvenson venha a disputar o Governo do Estado em um próximo ciclo eleitoral, cenário considerado plausível por aliados, o suplente poderia assumir o mandato no Senado por um período mais longo, o que daria projeção política e institucional ao indicado. A análise é da jornalista Laurita Arruda.
O conjunto dessas movimentações aponta que a chapa busca estruturar não apenas a disputa de 2026, mas também criar um arranjo político que preserve a coesão do grupo, vinda de 2024, e organize suas lideranças para as próximas eleições.

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