Delegacia virtual da mulher funciona à base do esforço dos servidores, diz delegada

A presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil do RN (Adepol), Taís Aires, falou sobre segurança pública no Cenário Político (TCM Telecom) desta segunda-feira (31). Em avaliação sobre a implementação da delegacia virtual da mulher, sancionada pelo Governo do RN em junho deste ano, a delegada disse que este atendimento virtual "foi mais uma coisa feita sem planejamento, sem incremento de estrutura e efetivo".


Ela explica que a Delegacia da Mulher é mais uma que sofre com a falta de efetivo geral da Polícia Civil, até porque tem uma dinâmica diferenciada: além das atividades investigativas, os policiais também têm que fazer o acompanhamento das vítimas às residências para retirada de pertences, por exemplo, e encaminhá-las para as casas abrigos.


O déficit da Polícia Civil no RN foi o principal tema da entrevista
(Imagem: reprodução TCM)

"Pela Lei Maria da Penha, o atendimento à vítima de violência doméstica deve ser feito preferencialemnte por mulher e infelizmente no estado, em razão da falta de efetivo, isso não acontece. Em Caicó, por exemplo, quem faz atendimento na Deam é um delegado, isso não desmerecendo a qualidade técnica, mas de fato nestes casos faz toda diferença ser uma mulher. A gente comemora (a delegacia virtual), porque todo avanço deve ser comemorado, mas fazemos essa crítica porque precisava ter tido um planejamento melhor nesse incremento de pessoal".


O déficit de pessoal de 76% na Polícia Civil do RN foi um dos principais assuntos da conversa.


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